( Relato da cidade de Hiroshima )

    “Minha missão era visitar as cidades destruídas do Japão, falar com seu povo e ajudar na realização de certos deveres técnicos.”

    A bomba atômica não é apenas uma nova arma de extermínio em massa. Ela destrói tão rápida e completamente uma área tão grande: que a defesa é impossível.

Quando a bomba é detonada no meio de uma cidade é como se um pequeno sol tivesse sido criado. Forma-se o que chamamos de cogumelo de fogo, uma massa quente, brilhante, com uma temperatura de cerca de 100 milhões de graus farenheit no centro da cratera.

Quando ví os efeitos destrutivos da bomba, pensei:”Eu caminhei para o nada“.

Os efeitos desse pequeno sol são terríveis. Em 1° lugar há uma súbita expansão que empurra, com terrível violência, o ar cria enorme pressão, mesmo a grande distância. Atrás da onda de choque que se propaga rapidamente, vêem fortíssimos ventos de 150 a 180 km/h, que destroem e danificam todas as estruturas.

Toda matéria orgânica foi queimada, com 62.000 edifícios destruídos, cujos bebês nasceram defeituosos ou mortos. À longas distâncias pessoas sofreram queimaduras e incendiaram-se as peças de madeira, cortinas e tudo que fosse inflamável.

No instante da explosão esse pequeno sol emite grande quantidade de radiação.

Mesmo as pessoas que escaparam do impacto e das queimaduras, morreram dos efeitos posteriores, resultantes do raios tipo x.

“É claro que, como a maioria dos cientistas do projeto, estou completamente convencido que outra guerra não deve ser permitida. Devem surgir medidas de controle internacional de energia atômica, baseadas em acordos entre grandes e pequenas potências”.

Nós temos a chance de construir uma paz efetiva sobre a novidade e o terror da bomba atômica?